5 mitos do marketing de conteúdo

Em 2013 o marketing de conteúdo deixou de ser uma estratégia de guetos e buzz para figurar como mainstream das estratégias de marketing. Nesse momento de muito aprendizado e experiências, alguns mitos ainda resistem. Fique atento a eles!

Mito 1. O Marketing de conteúdo é fácil se comparado a outras formas de promoção.

O marketing de conteúdo se baseia no conhecimento, na identificação e na confiança. Todo mundo sabe que conquistar a confiança de uma pessoa pode levar uma vida inteira e perdê-la pode acontecer um minuto.

Pequenos gestos e exemplos, muito além da comunicação verbal formal, são responsáveis por esse tipo de cultivo interpessoal. Com as marcas e organizações a dinâmica parece ser a mesma dentro das plataformas online de comunicação e relacionamento.

Cada conteúdo criado e publicado gera uma nova camada cognitiva, um novo sentimento, um novo significado que precisa ser assimilado pelo seu conjunto. As camadas de uma construção sólida devem ser feitas do mesmo material e com estruturas similares e de ligação para que o conjunto final seja coeso e resistente.

Portanto, a gestão e a criação de conteúdo com a finalidade construir marcas e relacionamentos mercadológicos demanda esse esforço que é, na verdade, muito maior que o esforço investido em uma campanha publicitário convencional, que possui sua data de lançamento, sua duração e sua conclusão, gerando resultados específicos e muito pontuais e circunstanciais.

Mito 2. O marketing de conteúdo toma menos tempo

Conforme pesquisa indicada pela fonte inspiradora desse post indica que a falta de tempo é citada por 69%  dos marqueteiros de conteúdo consultados. Podemos apontar algumas das tarefas que demandam esse tempo de dedicação:

  • Desenvolvimento de estratégia de conteúdo: Isso poderia incluir análise de palavras chave, pesquisa de mercado, otimização de motores de busca, avaliação e controle de sites, conteúdo e fontes, por exemplo.
  • Criação de conteúdo constante: Um trabalho muito intenso sob o ponto de vista do pensamento criativo, trabalho de produção .
  • Content distribution and promotion: This includes heavyweight time investments such as social media marketing, email marketing, and search marketing.
  • Medidas de performance do conteúdo: Inclui análise de métricas e do ‘sucesso’ das postagens.

Boa notícia para quem pretende deixar o marketing de conteúdo para depois: O marketing de conteúdo é adequado somente para estratégias de longo prazo.

Má notícia para quem pretende deixar o marketing de conteúdo para depois: Os resultados das estratégias de curto prazo estão encarnadamente vinculadas às de longo prazo.

Challenges B2B Content Marketers Face

Mito 3. O marketing de conteúdo pode ser automatizado.

O que é uma pessoa? Essa pergunta vem sendo objeto de pesquisa de computacionaistas estudando inteligência artificial. Em nosso campo do marketing podemos trazer uma pergunta similar: O que distingue a presença online mecanizada por processos repetitivos (como alertas, auto respostas,  e bots de ofertas comerciais) da presença online realizada por pessoas reais?

Automating your social media

A piadinha acima (citada no post inspirador dessa publicacão) me parece muito adequada.

É claro que em algumas tarefas, a automatização é útil e desejável. Abaixo, algumas das tarefas que não deveriam ser automatizadas:

  • Elaboração de Estratégia de conteúdo
  • Presença em mídias sociais
  • Gerenciamento de comunidade
  • Criação de conteúdo

Mito 4. Marketing de conteúdo é barato

Não é menos caro é apenas diferentemente caro. Os tipos de custos envolvidos na produção de marketing de conteúdo são de naturezas diferentes. Enquanto a veiculação de um comercial no horário nobre pode custar milhões, alguns pequenos empreendimentos alcançam grandes êxitos de exposição e comerciais com um vídeo no Youtube. Esquece-se portanto é que na maioria dos casos de verdadeiro sucesso, o vídeo no Youtube só alcanca tal objetivo após anos de construção de identidade e relacionamentos consistentes na web.

“B2B marketers allocate 30% of their budgets to content marketing, and 58% of marketers plan to increase content market spend over the next 12 months,” according to the 2014 B2B Content Marketing study.

B2B Content Marketing Spending

Mito 5. O marketing de conteúdo pode ser feito pelo pessoal interno

Quando as redes sociais ainda eram uma curiosidade juvenil, muitas empresas acreditaram que a produção e gestão de seus conteúdos poderiam ser realizados por colaboradores menos experientes, apostando na juventude como se fosse em si uma característica desejável para aquele trabalho.

Entretanto a evolução desse mercado trouxe a especialização dos profissionais, que se aprofundam já segmentam distintas áreas do marketing de conteúdo: Otimização de máquinas de busca, criação de conteúdo, estratégia, gestão de comunidades e redes sociais…

Se as oportunidade se transformaram e de certa forma multiplicaram-se, também é assim com a gama de problemas e crises criadas pela crescente complexidade do novo ambiente tecnológico.

É importante manter a visão crítica. No contexto apresentado neste post, o profissional de marketing também deve manter essa visão sobre o assunto, evitando otimismos exacerbados e deslumbres. É preciso retomar disciplinas fundamentais como a filosofia, a história e a psicologia, para procurar subsídios mais profundos para a ética profissional mercadológica, essencialmente humana.

Fonte inspiradora deste post: http://searchenginewatch.com/article/2307123/5-Content-Marketing-Myths-That-Need-to-Die#!

Sobre SeiZo

Administrador, comunicador, educador, artista visual e escritor SeiZo Soares 43, Administrador de empresas (FGV-SP), especialista em gestão educacional, mestre em Educação (PUC-Campinas), docente no ensino superior nas áreas de marketing, comunicação e educação. Escritor especializado em roteirização audiovisual para organizações, ghost writing e presença online. Artista com obras publicadas em música, literatura, fotografia e escultura – esta última com exposições internacionais realizadas, e marca própria no segmento de design e arte joalheria contemporânea (Joya Barcelona 2013 e 2014; Beijing International Art Jewelry Exhibition 2013).
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