As tecnologias e o Ser

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Museu Louvre, Paris, 2013. Foto SeiZo

Ainda sob o efeito das 12 horas no MBA em Goiânia, remanesce a vontade de imaginar. Por quais razões e utilizando quais lentes estudamos as tecnologias? Somos profissionais, professores, artistas, empresários, cada qual com sua maneira de ver e estar no mundo. Cada um com suas lentes próprias, construídas na escola, na mesa de jantar, na esquina sombria.

Porém, quando tomamos o conceito de uma forma histórica teremos outra perspectiva.

As tecnologias são os meios disponíveis, as ferramentas. A forja do metal é uma tecnologia, a escrita é uma tecnologia, o papel é uma tecnologia, a eletricidade, o motor a vapor. No nosso mundo atual, como comunicadores, educadores ou marqueteiros, precisamos projetar esse conceito para o dia a dia, mantendo uma perspectiva mais ampla sobre o tema.

Cada tecnologia formulada pelo Homem traz mudanças profundas, não apenas na sociedade, cultura, política e economia, mas também e principalmente na maneira como vemos e interagimos com o mundo ao redor. As formas como nos comportamos, os valores que promovemos e as verdades que cultivamos. Não consigo evitar falar do McLuhan com o seu “o meio é a mensagem”. Para ele, a forma pela qual as mensagens chegam até nós são o verdadeiro poder transformador. O telégrafo, o telefone, a televisão, a internet, são tecnologias, ou meios, que trazem em si mesmo a potência para interferir na maneira como evoluímos.

As ferramentas nos trazem benefícios mas cobram seu preço.

O homem antigo precisava de um extremo senso de memória e visualização espacial para viajar O mapa, essa incrível tecnologia, possibilitou viagens mais seguras, rápidas e eficientes, amplificando o poder de abstração e imaginação do homem. Porém, toda a estrutura neurológica responsável pela antiga forma de navegação vai reduzindo até sumir. Esse é o resultado da chamada plasticidade neurológica, descoberta muito recente que prova que nosso cérebro cresce ou reduz sua atividade (quantidade e tamanho de neurônios) conforme a necessidade e demanda de nossas atividades. Há muitos estudos envolvendo taxistas londrinos antes e depois da utilização do GPS.

O conjunto complexo entre estas mudanças fisiológicas e a realidade percebida criam um universo temporâneo de elementos fundamentais, de valores, ideais e estéticas, linguagens e crenças.

Quais seriam estes elementos fundamentais gerados pelas tecnologias de aceleração da comunicação em rede, da internet? Quais valores as plataformas de interação criadas sobre elas nos transmitem e fecundam? Qual é o preço pelas maravilhas da informação a um toque?

Referência bibliográfica:

A Geração Superficial: o que a Internet Está Fazendo Com os Nossos Cérebros – Nicholas Carr , Nicholas Carr. ed. AGIR

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Sobre SeiZo

Artista, professor e escritor. SeiZo Soares 47, Administrador de empresas (FGV-SP), especialista em gestão educacional, mestre em Educação (PUC-Campinas), docente no ensino superior nas áreas de marketing, comunicação e educação. Escritor especializado em roteirização audiovisual para organizações, ghostwriting e presença online. Artista com obras publicadas em música, literatura, fotografia e escultura – esta última com exposições internacionais realizadas, e marca própria no segmento de design e arte joalheria contemporânea (Joya Barcelona 2013 e 2014; Beijing International Art Jewelry Exhibition 2013, 2015).
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